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SRP chega aos 72 anos e agrega o foco em tecnologia

Uma senhora sempre à frente de seu tempo. Assim pode ser descrita a Sociedade Rural do Paraná, que chega aos 72 anos nesta terça-feira, dia 19 de junho. Quando criada por 50 agropecuaristas liderados por Hugo Cabral, tinha como foco fortalecer a agropecuária do Estado, até então inexpressiva.

Londrina tinha apenas 11 anos de idade, 70 mil habitantes e 1.300 estabelecimentos agrícolas. Prevalecia o cultivo de café, num ano em que o preço do produto foi liberado nos EUA ao mesmo tempo em que caia a cotação naquele país. O panorama era difícil dentro e fora  do Brasil.  

A  então Associação Rural de Londrina (ARL)  brigou pela cafeicultura, defendeu causas em prol do desenvolvimento da região e organizou eventos. Entre eles, a 1ª Exposição de Pecuária e a 2ª Agrícola. Transformada, anos mais tarde em Sociedade Rural do Paraná, é responsável hoje por uma das mais importantes feiras agropecuárias do país, a ExpoLondrina, que este ano chegou à sua 58ª edição.

Na defesa da classe, os agropecuaristas da região também se mostraram exímios políticos. Dos quadros da SRP saíram prefeitos, secretários de Estado, deputados estaduais e federais, reitores da Universidade Estadual de Londrina, entre outros cargos de relevância na vida pública estadual e nacional.

A entidade também teve papel de destaque na criação de órgãos de extrema importância para fomentar o desenvolvimento econômico, educacional e tecnológico da região e do Estado, como o Instituto Agronômico do Paraná, a Universidade Estadual de Londrina e também a Embrapa-Soja.

A SRP esteve ainda diretamente ligada, seja por meio de ações institucionais ou de iniciativas próprias de integrantes da entidade, a questões que envolveram desde a sanidade até o registro genealógico dos animais, com destaque para o melhoramento genético do gado nacional. Um dos episódios mais marcantes, contados em livros e ainda vivo na memória de muitos que acompanharam de perto a história, foi a importação de gado indiano protagonizada pelo sócio da SRP Celso Garcia Cid, que envolveu enfrentamento a organismos burocráticos, mas com final feliz e que revolucionou a pecuária nacional. Também foi por sugestão da SRP que a Secretaria Estadual de Agricultura, comandada por Paulo Pimentel, em 1964 criou o Programa de Melhoramento Genético, que revelou-se um dos melhores criados nas Américas.

O presidente da SRP, Afranio Brandão, destaca que a entidade nasceu praticamente junto com Londrina e com ela se desenvolveu, sempre atenta também às demandas da sociedade, participando de movimentos  junto com outras entidades de classe e que visam a superação de problemas e o desenvolvimento da região. O vice-presidente Antonio Sampaio acrescenta que a Rural tem foco no agronegócio, mas entende que para o bem de todos é preciso que a região se desenvolva. “Por isso estamos lado a lado com outras entidades da cidade, discutindo o desenvolvimento regional”, diz.

Foram muitas as bandeiras erguidas e enfrentadas pela SRP ao longo dos últimos 72 anos. Hoje, a entidade continua atenta às demandas da classe e da sociedade. Como manda os novos tempos, uma das frentes abertas pela SRP é a tecnológica. A SRP foi responsável pela realização do 1º Hackathon do agronegócio dentro de uma feira agropecuária. A maratona, que este ano chegou à sua 3ª edição, tem o objetivo de incentivar o desenvolvimento de startups que agilizem e facilitem a vida do homem do campo.

Na esteira do primeiro Hackaton, a SRP criou  a Aceleradora Go Valley, que abriga os projetos considerados mais viáveis apresentados e dá todo o suporte técnico e financeiro para o desenvolvimento pleno das ideias. Hoje, existe um ecossistema de tecnologia do agronegócio dentro do Parque Ney Braga – o SRP Valley -,  tão relevante que, junto com os ecossistemas Agtech Valley, de Piracicaba (SP) e Agrihub, de Cuiabá (MT), lançou, durante a ExpoLondrina 2018, a Agetch Brasil. Trata-se de uma plataforma digital nacional criada para interligar agentes envolvidos com tecnologia aplicada ao setor rural de todo o País, criada pelos três ecossistemas de Agtech mais atuantes do Brasil. “Isso demonstra a preocupação da SRP com as demandas atuais e continuaremos por muitos anos atuando na defesa do agronegócio e do Estado do Paraná”, destaca Brandão.

 

 

Cliente: Sociedade Rural do Paraná

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